Miss Misery

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fingirei isto ao longo dia
Com alguma ajuda do Johnny Walker vermelho
Mandarei a chuva venenosa pelo ralo
Para colocar pensamentos ruins na minha cabeça
Dois bilhetes rasgados ao meio
E não sobra muito a se fazer
Você sente minha falta, senhorita Miséria
Como diz que sente?

Um homem no parque
lê as linhas na minha mão
Me disse que sou forte
E que quase nunca está errado, eu disse: "cara, o que você quer dizer?"

Você tinha planos para nós dois
Que envolviam uma viagem para fora da cidade
Para um lugar que vi numa revista
Que você deixou por aí
Não tenho você comigo, mas
Mantenho uma boa postura
Você sente minha falta, senhorita miséria
Como diz que sente?

Sei que você preferia ter me visto partir
Do que me ver do jeito que estou
Mas estou vivendo, de qualquer modo

A TV está cintilando no quarto ao lado
Texturas azuis no corredor
É uma comedia de erros, você vê?
É sobre cair,
Para desaparecer até o esquecimento
É fácil de se fazer
E tento ser, mas você me conhece
Voltarei quando você me quiser
Você sente minha falta, senhorita Miséria
Como diz que sente?


Tema do Filme Gênio Indomável, o meu filme preferido.
Composição Elliott Smith
Oscar 1998 - Como sempre a melhor canção não ganhou.


The End

segunda-feira, 21 de março de 2011

Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo, o fim
Dos nossos elaborados planos, o fim
De tudo que permanece, o fim
Sem salvação ou surpresa, o fim
Eu nunca olharei em seus olhos...de novo
Voce pode imaginar o que será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente...de alguma...mão de estranho
Numa terra desesperada?

Perdido numa romana...selva de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando a chuva de verão, sim
Tem perigo no extremo da cidade
Passeie pela estrada do rei, bem
Cenas estranhas dentro da mina de ouro
Passeie pela estrada do este, bem
Passeie pela serpente, passeie pela serpente
Para o lago, o antigo lago, bem
A serpente é longa, sete milhas
Passeie pela serpente… Ela é velha e sua pele é gelada
O oeste é o melhor
O oeste é o melhor
Vá lá, e nós faremos o resto
O ônibus azul está nos chamando
O ônibus azul está nos chamando
Motorista, aonde está nos levando?

O matador acordou antes do amanhecer, ele pôs suas botas
Ele tirou uma foto da antiga galeria
E andou pelo corredor
Entrou no quarto em que sua irmã vivia, e...então ele
Pagou a visita a seu irmão, e então ele
Ele andou pelo corredor, e
E ele veio até a porta...e ele olhou para dentro
"Pai?", "Sim filho?", "Eu quero te matar."
"Mãe...Eu quero...te foder."

Venha bem, tente conosco (3x)
E me encontre atrás do ônibus azul
Fazendo um foguete azul, No ônibus azul
Fazendo um rock triste, vamos, sim
Matar, matar, matar, matar, matar, matar

Este é o fim, belo amigo
Este é o fim, meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca vai me seguir
O fim da gargalhada e das mentiras suaves
O fim das noites que tentávamos morrer
Este é o fim

Given To Fly.

sábado, 12 de março de 2011

Imponderável, eu escrevo para você...
Você que mesmo distante,
Me faz sentir tão perto...
O pensamento aproxima.

As asas que você não ganhou,
São as mesmas que me impedem de voar.
Tão angustiante, tão desesperador,
Como eu queria ter sido a sua música.

Como eu queria matar esse sentimento,
Mas como matar o desconhecido...
Me livrar de uma rosa angelical
Isso eu ainda não sei conseguir.

O mesmo caminho que aproxima,
É o que afasta e ilude...
Traz pra perto e joga pra longe...
Engana minha imaginação.

Sei dos seus pensamentos,
Das suas angústias e desabafos...
Imagino seu sofrer,
Mas não consigo imaginar a minha felicidade.

Por um momento eu acreditei,
Mas por um segundo de razão,
Eu conheci a palavra impossível.
E me afoguei no seu significado.

Não sei a duração desse poema,
Poderá ser passageiro,
Poderá ser eterno,
Mas sempre irreal e triste.

Você que rouba meu sono,
Acelera meus batimentos,
Será sempre única e inesquecível.
Mas todo carnaval tem seu fim.

Obrigado Pearl Jam!!!
Por me proporcionar alegrias e tristezas imponderáveis...

Doors...

domingo, 6 de março de 2011

Quando uma porta fecha,
Abrem-se duas?
Não, ela permanecerá estática.
Com a chave na fechadura.

Uma porta, um sinal...
Uma saida desmedida,
Uma passagem estreita.
E uma palavra mal dita.

Um quarto fica escuro.
A raiva intensa,
Cega a abertura.
E a luz se apaga no coração.

Quem fechou, não sabe.
Mas quem sabe, não abrirá.
Ficará trancada pra sempre.
Ou até o despertar da paz.

Ressurgindo das Cinzas...

terça-feira, 1 de março de 2011

Quando pensam que ele está morto,
Ressurge das cinzas como uma fênix,
Mas depois volta para um sarcófago.
Como uma múmia.

As passagens da vida,
Sentimentos aflorados,
Decepções alheias,
Tormentos retardados...

Consequências desastrosas,
Retrocesso desigual,
Em um momento de felicidade,
Outro de tristeza, e atual.

Mas no fim de um tempo,
Penso que posso evoluir
Sonho com acontecimentos,
E cresço sem progredir.

30 Anos...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

30 Anos! Tem passado rápido.
Na velocidade de cada tiro.
Um ser único e antagônico.
Genial e blasfemador.

Perdemos tantos nesses anos,
Deixamos de escutar, de ler
Obras primas e primárias.
Primordiais para a paz.

Não imagino como teriam sido
Esses 30 anos coexistindo
Tendo o prazer da sua presença
Mesmo não o conhecendo em vida.

Uma obra de rara beleza,
De rara consciência e
De inspiração profunda,
E sem precisar escrever em estrofes.

Muitos momentos para a humanidade
Refletir e seguir um caminho melhor,
Muitas lições no bom sentido,
E no mal também, não tem perfeição humana.

Todas as teorias conspiratórias,
Todas as causas possíveis...
Todos os culpados, isso não apaga.
A memória de uma Obra Histórica.

09/10/1940 - 08/12/1980

30 anos sem John Lennon.

Watching The Wheels


As pessoas dizem que eu sou louco por fazer o que faço

Bem eles me dão todos os tipos de conselhos para me salvar do fracasso
Quando eu digo que eu estou o.k, bem eles olham para mim de um jeito estranho
Com certeza você não está feliz agora que você já não joga (mais) o jogo
As pessoas dizem que eu sou preguiçoso fazendo de minha vida apenas sonhos

Bem eles me dão todos os tipos de conselho feitos para me iluminar
Quando eu lhes falo que eu estou bem assistindo sombras de na parede
Você não sente falta do menino daquele tempo grandioso, que você não é mais?

Eu estou apenas sentado aqui olhando o movimento
Eu realmente adoro ver o movimento
Já não monto no carrossel
Eu apenas tive que deixar rolar

Ah, as pessoas fazem perguntas, perdidas em confusão
Bem, eu lhes digo que não há problemas, só soluções,
Bem, eles balançam suas cabeças e me olham como se eu tivesse perdido a razão
Eu lhes digo que não há nenhuma pressa
Eu apenas estou sentado aqui 'fazendo hora'

Eu estou apenas sentado aqui olhando o movimento
Eu realmente adoro ver o movimento
Já não monto no carrossel eu apenas tive que deixar ir
Eu apenas tive que deixar rolar
Eu apenas tive que deixar rolar
Eu apenas tive que deixar rolar

(Jonh Lennon)

Isso cansa...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Analisando ou observando,
Vejo meu dia-a-dia igual,
As pessoas aparentam a mesma face.
Algumas capricham na maquiagem, e só.

Eu vejo a hipocrisia sem vista grossa,
Sem um disfarce angelical.
Contemplo de cima ou de baixo,
A hipocrisia em senso comum.

A liberdade de expressão
Ora um presente constitucional
Ceifada pela mediocridade igualitária
Que absorve os pensadores...

A falsidade sempre a minha porta,
Se eu abro, ela pede pra sair.
Mas quando tranco, entra pela fresta.
Quase me faz acreditar na verdade.

As vielas por onde circulam
As almas mais puras e distintas,
Por um momento encontram-se bloqueadas,
Cercada de arames e cruzes.

Aquela sombra que me servia de abrigo,
Fugiu para o deserto,
Só me resta cobrir a cabeça
Ou desligar o cerébro cansado.

Isso cansa, sempre cansa...
Só de lembrar cansa,
Salve a dança, ela é a esperança.
Pois a minha pena secou.

Oceans

domingo, 5 de dezembro de 2010

Agarre-se à linha
As correntes mudarão
Me farão deslizar...
Você sabe, algo é deixado
E todos somos autorizados
A sonhar com a próxima...
Oh... ohh a próxima vez que tocamos...

Oooh... Oooh... Oooh... Oooh...

Você não tem que desviar
Os oceanos ao longe
Ondas rolam em meus pensamentos...
Segure firme o elo
O mar subirá
Por favor fique perto da praia...
Oh, oh, oh, eu estarei...
Eu estarei lá mais uma vez...

Oooh... Oooh... Oooh... Oooh...
Uh huh, oh yeah...

Composição: Eddie Vedder / Jeff Ament / Stone Gossard

Escreva uma música...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Que a sociedade repudie...

Que seja contrária a massa;

Fuja dos conceitos formais

E debata a prisão contextual...


Que relute em aceitar a realidade,

E 'ufane-se' na profundidade da letra...

Chore nas melodias degastadas,

Uma música imperfeita...


Não faça uma canção hipócrita...

Sarcástica em sua existência e

Pobre na concepção do ser...

Tem que ser uma música de verdade...


Rimas, somente com os sentimentos...

Nada de mascaras...

A verdade nas desgraças,

É mais bonita que uma mentira.


Uma música, que não tenha eco final.

Que o fim seja o começo da reflexão

O Refrão nem precisa ser repetitivo

Basta tocar e ferir a alma...

Sombrio

sábado, 25 de setembro de 2010
Um olhar, um pensamento.
Distante e profundo...
Fim do mundo e o começo...
Desconheço aquela frase.

Me apego na ausência,
Não sinto o calor
Somente o frio a me acalmar.
E aquela frase.

Pairando no infinito...
Sejamos francos e sinceros,
Quem tenta enganar a alma...
Paderecerá da escuridão.

Sereno...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um momento de espera,
Varios momentos, tormentos...
Tempos noturnos...
Diarios e relicários.

Tranquilo, passivo...
Sereno, e ao extremo,
Temo o meu futuro.
Mas não dou adeus ao passado.

Memórias passageiras,
Eternas companheiras,
De uma sobriedade amiga,
E uma serenidade singular...

Wake Up

domingo, 29 de agosto de 2010

Acorde, rapaz, é hora de acordar
Seu caso de amor tem que acabar
Por 10 longos anos, por 10 longos anos
As páginas de um livro para relembrar
Lento suicídio não é o jeito de tudo acabar, ohh
Triste, nublado em cinza
Você não é um fracassado
Atordoado e enfraquecido pelo nevoeiro
Movendo para diante
Então era um contágio, não apenas uma fase
Yeah, oh

As rupturas e linhas de onde você desistiu de tudo
Levam um homem tranqüilo as lerem, oh
Por todas as vezes que você deixou eles te explorarem
Por um pouco de paz de Deus você suplica, e implora
Por um pouco de paz de Deus você suplica
Ahhh, Yeah, Ahhh, Yeah, Ahhh, Yeah

Acorde, rapaz, acorde, acorde
Acorde, acorde, acorde, acorde
Ohh, yeah

Acorde, rapaz, é hora de acordar
Seu caso de amor tem que acabar
Por 10 longos anos, Por 10 longos anos,
as páginas de um livro para relembrar
Lento suicídio não é o jeito de tudo acabar, ohh
Lento suicídio não é o jeito de tudo acabar
Acorde, acorde, acorde
Acorde, acorde, acorde

(Mad Season)

Estranhamente, um reflexo do fundo.

domingo, 25 de julho de 2010

Contínuo abstratismo,
Incessante dúvida,
Amparado por uma incerteza.
Um caminho, aquele lugar.
Rumei, seguir em frente.
Deparo-me com aquela face.
Um olhar sagaz, perspicaz.
Hipnotizante por um momento,
Tranquilo e equilibrado.
Vejo o reflexo, o olho da alma.
Estranho e profundo.
O que eu vejo?
Aquilo que escondo.
O que não quero mostrar.
O estranho que convivo.
Esse reflexo quase me domina.

Um velho Filme...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quando você tem a oportunidade de refletir...

As pequenas coisas são tão importantes;

E os mínimos detalhes merecem tanto valor.

As pessoas, algumas; tornam-se únicas.


As lembranças grandiosas,

Marcantes e profundas, sem relativismo...

Aquele passado remoto e recente.

Aquele velho filme, recheado de momentos...


Você percebe que não tem controle sobre nada...

Sua vida é um mero átomo,

Num Universo de partículas e infindo...

Controlado por uma força muito superior...


Humildade, arrependimento e reconhecimento...

Pedidos, promessas e palavras,

Mudanças, desculpas e continuísmo.

Aquele velho filme, recheado de momentos...


Quando a paz e a tranqüilidade habitam,

Sua vida de volta as “suas mãos...”,

Poder de decisão, e agora, cumpro?

Aquele velho filme, recheado de momentos...


Carta do Zé agricultor para Luis da cidade

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade
Autor: Luciano Pizzatto (*)

Luis,

Quanto tempo. Sou o Zé, seu colega de ginásio, que chegava sempre atrasado, pois a Kombi que pegava no ponto perto do sítio atrasava um pouco. Lembra, né, o do sapato sujo. A professora nunca entendeu que tinha de caminhar 4 km até o ponto da Kombi na ida e volta e o sapato sujava.

Lembra? Se não, sou o Zé com sono... hehe. A Kombi parava às onze da noite no ponto de volta, e com a caminhada ia dormi lá pela uma, e o pai precisava de ajuda para ordenhá as vaca às 5h30 toda manhã. Dava um sono. Agora lembra, né Luis?!

Pois é. Tô pensando em mudá aí com você.
Não que seja ruim o sítio, aqui é uma maravilha. Mato, passarinho, ar bom. Só que acho que tô estragando a vida de você Luis, e teus amigos aí na cidade. Tô vendo todo mundo falá que nóis da agricultura estamo destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que pará de estudá) fica só a meia hora aí da Capital, e depois dos 4 km a pé, só 10 minuto da sede do município. Mas continuo sem Luz porque os Poste não podem passar por uma tal de APPA que criaram aqui. A água vem do poço, uma maravilha, mas um homem veio e falô que tenho que fazê uma outorga e pagá uma taxa de uso, porque a água vai acabá. Se falô deve ser verdade.

Pra ajudá com as 12 vaca de leite (o pai foi, né ...) contratei o Juca, filho do vizinho, carteira assinada, salário mínimo, morava no fundo de casa, comia com a gente, tudo de bão. Mas também veio outro homem aqui, e falô que se o Juca fosse ordenhá as 5:30 tinha que recebê mais, e não podia trabalhá sábado e domingo (mas as vaca não param de fazê leite no fim de semana). Também visitô a casinha dele, e disse que o beliche tava 2 cm menor do que devia, e a lâmpada (tenho gerador, não te contei !) estava em cima do fogão era do tipo que se esquentasse podia explodí (não entendi ?). A comida que nóis fazia junto tinha que faze parte do salário dele. Bom, Luis tive que pedi pro Juca voltá pra casa, desempregado, mas protegido agora pelo tal homem. Só que acho que não deu certo, soube que foi preso na cidade roubando comida. Do tal homem que veio protege ele, não sei se tava junto.

Na Capital também é assim né, Luis? Tua empregada vai pra uma casa boa toda noite, de carro, tranquila. Você não deixa ela morá nas tal favela, ou beira de rio, porque senão te multam ou o homem vai aí mandar você dar casa boa, e um montão de outras coisa. É tudo igual aí né?

Mas agora, eu e a Maria (lembra dela, casei ) fazemo a ordenha as 5:30, levamo o leite de carroça até onde era o ponto da Kombi, e a cooperativa pega todo dia, se não chove. Se chove, perco o leite e dô pros porco.

Té que o Juca fez economia pra nóis, pois antes me sobrava só um salário por mês, e agora eu e Maria temos sobrado dois salário por mês. Melhorô. Os porco não, pois também veio outro homem e disse que a distancia do Rio não podia ser 20 metro e tinha que derruba tudo e fazer a 30 metro. Também colocá umas coisa pra protegê o Rio. Achei que ele tava certo e disse que ia fazê, e sozinho ia demorá uns trinta dia, só que mesmo assim ele me multô, e pra pagá vendi os porco e a pocilga, e fiquei só com as vaca. O promotor disse que desta vez por este crime não vai me prendê, e fez eu dá cesta básica pro orfanato.

O Luis, ai quando vocês sujam o Rio também paga multa né?

Agora, a água do poço posso pagá, mas tô preocupado com a água do Rio. Todo ele aqui deve ser como na tua cidade Luis, protegido, tem mato dos dois lado, as vaca não chegam nele, não tem erosão, a pocilga acabô .... Só que algo tá errado, pois ele fede e a água é preta e já subi o Rio até a divisa da Capital, e ele vem todo sujo e fedendo aí da tua terra.

Mas vocês não fazem isto né Luis. Pois aqui a multa é grande, e dá prisão. Cortá árvore então, vige!! Tinha uma árvore grande que murcho e ia morre, então pedi pra eu tiráa, aproveitá a madeira pois até podia cair em cima da casa. Como ninguém respondeu aí do escritório que fui, pedi na Capital (não tem aqui não), depois de uns 8 mês, quando a árvore morreu e tava apodrecendo, resolvi tirar, e veja Luis, no outro dia já tinha um fiscal aqui e levei uma multa. Acho que desta vez me prende.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova Lei vai dá multa de R$ 500,00 a R$ 20.000,00 por hectare e por dia da propriedade que tenha algo errado por aqui. Calculei por R$ 500,00 e vi que perco o sítio em uma semana. Então é melhor vendê, e ir morá onde todo mundo cuida da ecologia, pois não tem multa aí. Tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazê nada errado, só falei das coisa por ter certeza que a Lei é pra todos nóis.

E vou morar com vc, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usá o dinheiro primeiro pra compra aquela coisa branca, a geladeira, que aqui no sítio eu encho com tudo que produzo na roça, no pomar, com as vaquinha, e aí na cidade, diz que é fácil, é só abri e a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminoso aqui da roça.

Até Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas não conte até eu vendê o sitio.

* É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

Um reclamar, justo?

domingo, 16 de maio de 2010

As injustiças sociais me revoltam!

Revoltam-me tanto a ponto de duvidar

De que adianta reclamar.

Quem te ouve, quem te ver?

Porra, tantas coisas para serem mudadas.

E tão poucos dispostos a fazê-las.

O que é que eu faço então?

O que você faz me diga!

Nada; será essa a resposta...

Espero que não seja a minha e nem a sua.

Quem deveria fazer?

Os ordinários do poder?

Os hipócritas do nosso dia-a-dia?

Ninguém pode fazer nada...

Enquanto somente houver revolta.

Chega de revolta.

Cadê a ação, o sentimento?

Que injustiças cometo eu.

E você quantas, quantas?

E você Justiça, luta contra seu antônimo?

Combate o mal do século?

Ah, não obtive a resposta.

Eu devo responder a mim, e você a você!

Enquanto não fizermos isso!

Só haverá palavras...

Down In A Hole

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Me enterre suavemente neste útero
Eu dei esta parte de mim pra você
Chuvas de areia caem e aqui eu sento
Segurando flores raras
Num túmulo... em florescência

Dentro de um buraco e eu não sei se eu posso ser salvo
Veja meu coração, eu o decorei como um túmulo
Você não entende que eles
Achavam que era necessário eu existir
Olhe para mim agora, um homem
Que não se deixará ser

Dentro de um buraco, me sentindo tão pequeno
Dentro de um buraco, perdendo minha alma
Eu gostaria de voar
Mas minhas asas tem sido tão negadas

Dentro de um buraco e eles puseram todas
As pedras no lugar deles
Eu comi o sol, por isso minha língua
Foi queimada do paladar
Eu fui o culpado
De se chutar nos dentes
Não falarei mais
De meus sentimentos mais profundos

Dentro de um buraco, me sentindo tão pequeno
Dentro de um buraco, perdendo minha alma
Eu gostaria de voar
Mas minhas asas tem sido tão negadas

Me enterre suavemente neste útero
(Oh eu quero estar dentro de você)
Eu dei esta parte de mim pra você
(Oh eu quero estar dentro de você)
Chuvas de areia caem e aqui eu sento
Segurando flores raras (Oh eu quero estar dentro de você)
Num túmulo... em florescência
(Oh eu quero estar dentro...)

Dentro de um buraco, me sentindo tão pequeno
Dentro de um buraco, perdendo minha alma
Dentro de um buraco, me sentindo tão pequeno
Dentro de um buraco, fora de controle
Eu gostaria de voar mas
Mas minhas asas tem sido tão negadas


Composição: Layne Staley/Jerry Cantrell


Escolhas

terça-feira, 11 de maio de 2010

Uma escolha;
Tarde pra ser o recomeço,
Cedo para ser o final;
Desapontamento.
Retrospectiva e dúvidas.
Análise minuciosa.
Olhar alheio.
Um passeio no passado.
Arrependimento momentâneo;
Espontaneidade ao esquecer.
Escolher, escolher...
Dizer as palavras certas;
Errar não aprendendo.
Sempre soar como autêntico...
Embora a complexidade.
A situação exige,
Sigo à esquerda!

A Melhor

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tão grande, tão extenso...

Imensa a diferença;

Como conseguir contemplar;

E não perceber a supremacia?

Em uma pequena tentativa.

Uma fuga temporária;

Um riso indiscreto...

E uma dúvida a atormentar.

Como poderia defini-la?

Porque preocupa sua existência?

E sabendo eu, perturbado...

Ali adiante, a resposta.

Calma ausente;

Descobrindo a cena...

Em plena incredulidade;

A Melhor.